publicado 26 de out. de 2026 · Por J. Bo.
Detecte Sinais do Câncer de Pele: Identifique Alterações Suspeitas e Saiba Quando Consultar um Dermatologista
Mudanças em pintas, verrugas persistentes e lesões podem sinalizar câncer; procure dermatologista.

Cuidados com lesões de pele: Sinais de alerta e avaliação especializada
Pintas que mudam de aparência, verrugas persistentes e lesões que sangram ou não cicatrizam são sinais que merecem atenção especial. Embora muitas alterações na pele sejam benignas, algumas podem indicar condições de saúde que necessitam de investigação, incluindo o câncer de pele. Identificar os sinais de alerta e procurar avaliação de um dermatologista antes de tentar remover uma lesão são medidas cruciais para manter a saúde em dia.
O professor Robinson Parpinelli, da pós-graduação em Dermatologia da Afya Educação Médica Maceió, destaca a importância de observar as mudanças ao longo do tempo. "Se você tem uma pinta há muitos anos e percebe que ela começou a crescer, mudou de cor ou de formato, passou a sangrar ou ficou muito diferente das outras, vale a pena procurar um dermatologista", ele ressalta.
Identificando sinais suspeitos
Uma das referências para identificar sintomas suspeitos é a regra ABCDE, que analisa a assimetria, bordas irregulares, variação de cores, diâmetro e evolução da lesão. Outro indicador é o “sinal do patinho feio”, que é quando uma pinta tem aparência muito diferente das demais no corpo. Esses critérios ajudam a perceber alterações que necessitam de exame, mas não substituem a avaliação médica e nem confirmam, isoladamente, um diagnóstico de câncer.
"Isso não significa que toda pinta diferente seja um câncer de pele. Na maioria das vezes, não será. Mas são sinais que justificam uma avaliação", destaca Parpinelli.
Avaliação médica e procedimentos
A avaliação médica orienta a conduta a ser tomada. Antes de retirar uma pinta ou lesão, o dermatologista precisa determinar o que está sendo tratado. A avaliação considera o tamanho, localização, profundidade e aparência da lesão, bem como as condições de saúde do paciente. Um dos recursos utilizados nesse processo é a dermatoscopia, exame que revela estruturas na pele não detectáveis a olho nu.
Com base na investigação, o profissional decide se a lesão deve ser monitorada, se uma biópsia é necessária ou se a remoção cirúrgica é a melhor opção. Em casos de suspeita de câncer de pele, a preservação do material para análise se torna um ponto crucial na escolha da técnica a ser adotada.
O especialista reforça que nem todas as pintas precisam ser removidas preventivamente. Muitas podem existir por toda a vida sem causar problemas. A decisão depende das características de cada lesão e da avaliação individual.
Cuidados com pequenas cirurgias
Biópsias, remoção de determinadas pintas e cistos, tratamento de verrugas, e procedimentos por cauterização ou congelamento estão entre as intervenções que podem ser realizadas em ambiente ambulatorial. A técnica varia conforme o tipo de lesão: algumas requerem pequena cirurgia com anestesia local, enquanto outras podem ser tratadas por métodos distintos.
Essas intervenções, embora chamadas de pequenas cirurgias, exigem planejamento e cuidados para reduzir riscos. Antes do procedimento, o médico investiga possíveis doenças preexistentes, alergias, medicamentos em uso, alterações na coagulação e condições que possam afetar a cicatrização, como a diabetes.
O ambiente adequado, materiais esterilizados, uso correto da anestesia e orientações para o período de recuperação são essenciais. Conforme o procedimento e a área tratada, o paciente pode precisar de curativos, pontos ou restrições a exercícios físicos, piscina e mar.
"Segurança não é apenas fazer bem a cirurgia. É cuidar corretamente do paciente antes, durante e depois dela", afirma Parpinelli.
Perigos da remoção caseira
O uso de receitas e produtos vendidos na internet para eliminar pintas e verrugas é preocupante. Métodos caseiros, como ácidos e objetos cortantes, podem causar queimaduras, infecções, sangramentos, manchas e cicatrizes. Adicionalmente, a destruição de uma lesão suspeita compromete a análise do tecido e, consequentemente, o diagnóstico da doença subjacente.
"Quando aparece alguma coisa na pele que você não sabe exatamente o que é, a primeira pergunta não deveria ser 'como eu tiro isso?'. A primeira pergunta deveria ser: 'o que é isso?'", alerta o dermatologista.
Esta orientação também se aplica a procedimentos estéticos. Mesmo as intervenções minimamente invasivas necessitam de indicação adequada, avaliação das condições de saúde, planejamento e conhecimento técnico para prevenir e tratar possíveis complicações.
Quando procurar um dermatologista?
O surgimento de uma nova pinta ou mudanças em uma lesão não indicam necessariamente a presença de câncer. Entretanto, alterações progressivas, sangramento sem motivo aparente, feridas que não cicatrizam ou lesões muito distintas das demais devem ser avaliadas por um especialista. Evitar o autodiagnóstico por fotografias na internet e não tentar remover alterações por conta própria são cuidados importantes.
Para o professor Robinson Parpinelli, observar a própria pele e buscar atendimento diante de mudanças são atitudes que favorecem a identificação precoce de problemas. "Percebeu que algo mudou? Mostre. Antes de pensar em retirar, precisamos saber o que é", ele recomenda.
Mais notícias
Ops, não encontramos um artigo para os termos de busca especificados, tente alterar sua busca.