publicado 29 de out. de 2026 · Por J. Bo.
Reconstrução Mamária Após Câncer de Mama: Esclareça Suas Dúvidas com Especialista - Outubro Rosa
Cirurgião discute dúvidas sobre reconstrução mamária após câncer, destacando opções individualizadas e benefícios emocionais.

Cirurgião Plástico Esclarece Dúvidas de Mulheres sobre Reconstrução Mamária após Câncer de Mama
O diagnóstico de câncer de mama muitas vezes traz uma série de dúvidas que vão além do tratamento da doença em si. Questões sobre a retirada da mama, o momento adequado para a reconstrução e as técnicas disponíveis são bastante comuns entre as pacientes.
Durante o Outubro Rosa, o Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), abordou os principais aspectos da reconstrução mamária. Ele reforçou que cada caso deve ser avaliado individualmente, em conjunto com a equipe responsável pelo tratamento oncológico.
A reconstrução imediata é sempre a melhor opção?
A reconstrução imediata, realizada no mesmo momento da mastectomia, pode ser uma alternativa viável dependendo das condições clínicas e oncológicas. No entanto, ela não é sempre a opção mais segura. De acordo com o Dr. Fernando Amato, se a paciente ainda precisa passar por quimioterapia ou radioterapia, ou se há necessidade de informações complementares sobre a doença, pode ser mais apropriado optar por uma reconstrução posterior.
A reconstrução tardia pode ser realizada meses ou até anos após a mastectomia, uma vez que a paciente apresente condições clínicas adequadas. O planejamento deve considerar o tipo de tumor, os tratamentos recebidos, a qualidade da pele e tecidos, e as expectativas da paciente.
A reconstrução mamária traz benefícios além da estética?
De fato, contribui para a autoestima, imagem corporal e o bem-estar emocional. Quando apenas uma mama é retirada, a diferença de peso e volume pode provocar assimetrias, desconforto, alterações posturais e dores na coluna.
A reconstrução ajuda na recuperação total da paciente, proporcionando equilíbrio corporal e uma sensação de normalidade após o tratamento. É importante entender que o objetivo é reconstruir o volume e contorno mamário de maneira compatível com o corpo da paciente, podendo exigir procedimentos complementares.
A reconstrução mamária após o câncer é um direito garantido por lei?
Sim, conforme a Lei nº 12.802/2013, a cirurgia plástica reparadora da mama deve ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) às mulheres que realizaram mastectomia devido ao câncer. Preferencialmente, a reconstrução deve ocorrer no mesmo ato cirúrgico, se as condições clínicas permitirem.
Dr. Fernando Amato destaca a importância do acesso à informação e à avaliação especializada, aspectos fundamentais nos cuidados relacionados ao tratamento do câncer.
A reconstrução sempre utiliza prótese de silicone?
Não. Embora os implantes de silicone sejam uma possibilidade, existem outras técnicas. Dependendo da anatomia da paciente, quantidade e qualidade dos tecidos disponíveis, podem ser utilizados:
- Expansores de tecido;
- Implantes mamários;
- Retalhos de pele;
- Enxerto de gordura (lipoenxertia);
- Combinação de diferentes técnicas.
Quando não há pele suficiente para acomodar uma prótese, o expansor pode ser utilizado para promover a expansão gradual dos tecidos. Já a lipoenxertia pode ajudar a corrigir pequenas irregularidades e melhorar o contorno da mama reconstruída.
A radioterapia impede a reconstrução?
A radioterapia pode influenciar o planejamento da reconstrução e a escolha da técnica, mas não a impede necessariamente. "Pacientes que passaram por radioterapia podem ser reconstruídas, mas a avaliação precisa ser ainda mais cuidadosa", diz o Dr. Fernando Amato.
A reconstrução pode ser feita em etapas, especialmente em casos complexos, e o tempo total varia de acordo com tratamento oncológico, técnica escolhida e necessidade de procedimentos posteriores.
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