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publicado 30 de jun. de 2026 · Por J. Bo.

SUS Inicia Projeto-Piloto com Canetas de Emagrecimento: Semaglutida Pode Ser a Nova Solução em Saúde Pública?

SUS testa semaglutida para obesidade em projeto-piloto para avaliar viabilidade na rede pública.

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Uso de Canetas para Emagrecimento no SUS: Projeto-Piloto Avalia Semaglutida

Medicamentos popularmente chamados de "canetas para emagrecimento" começaram a ser utilizados em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) como parte de um projeto-piloto. Esta iniciativa, com critérios rigorosos de seleção, busca avaliar a possibilidade de incorporar esse tratamento à rede pública no futuro.

Projeto-Piloto no Rio Grande do Sul: Detalhes da Pesquisa

Atualmente, o uso da semaglutida é restrito a uma pesquisa, envolvendo pacientes acompanhados por um hospital federal no Rio Grande do Sul. A pesquisa servirá de base para analisar a eficácia, segurança e custos da terapia no SUS.

Funcionamento do Projeto Real-Bari

O estudo, denominado Real-Bari, será conduzido pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) em Porto Alegre, em parceria com o Ministério da Saúde. Prevê-se que 250 pacientes participem ao longo de dois anos.

O objetivo é monitorar a efetividade da semaglutida, além de indicadores como perda de peso, qualidade de vida, exames laboratoriais, condições para cirurgia bariátrica e impacto financeiro no sistema de saúde público.

Critérios de Participação no Estudo

  • Pacientes já em acompanhamento no Grupo Hospitalar Conceição
  • Presença de obesidade grave ou associada a outras comorbidades
  • Indicação para cirurgia bariátrica
  • Diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses
  • Falha comprovada em tratamentos convencionais
  • Capacidade de autoaplicação do medicamento ou auxílio de cuidador

Disponibilidade da Semaglutida no SUS

Por enquanto, a semaglutida está sendo utilizada exclusivamente no contexto do projeto-piloto. A proposta é gerar evidências sobre eficácia, segurança e custo-benefício, fornecendo dados para possíveis decisões futuras.

Implicações de uma Adoção Nacional

A oferta de medicamentos à base de semaglutida foi previamente analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que recomendou a não incorporação devido ao potencial impacto financeiro substancial.

O estudo Real-Bari visa acumular dados nacionais que possam influenciar a avaliação de viabilidade do uso da tecnologia em um contexto mais amplo no futuro.

Produção Nacional e Futuras Perspectivas

Paralelamente ao projeto-piloto, o Brasil está avançando na produção nacional de medicamentos similares. A partir de 2025, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica EMS atuarão em conjunto para a produção de liraglutida e semaglutida, direcionados para diabetes tipo 2 e obesidade.

Este esforço tem como objetivo aumentar a capacidade de produção internamente e diminuir a dependência de importações. Qualquer ampliação da oferta para o SUS dependerá de avaliações adicionais pela Conitec, levando em conta critérios de eficácia, segurança, custo-benefício e impacto orçamentário.

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