publicado 1 de jul. de 2026 · Por J. Bo.
Dieta Planetária e Saúde Renal: Proteja Seus Rins com Uma Alimentação Saudável e Sustentável
Estudo liga dieta rica em vegetais, grãos e leguminosas à proteção renal e prevenção de doenças.

A Dieta Planetária pode Reduzir o Risco de Doença Renal Crônica, aponta Estudo
Um estudo recente publicado no periódico científico Canadian Medical Association Journal aponta que uma alimentação rica em hortaliças, frutas, grãos integrais e leguminosas pode proteger os rins e reduzir o risco de doença renal crônica (DRC).
A pesquisa, realizada por pesquisadores da Universidade Médica do Sul, na China, analisou dados de 179.508 participantes ao longo de 12 anos, através do UK Biobank, uma pesquisa britânica que monitora as condições de saúde de cerca de meio milhão de pessoas. O estudo encontrou uma associação entre a dieta EAT-Lancet, conhecida como “dieta para a saúde planetária”, e um menor risco de DRC. Aqueles que seguiram de perto esse padrão alimentar apresentaram menor probabilidade de desenvolver a doença.
Benefícios da Dieta EAT-Lancet
Participantes com alta adesão à dieta apresentaram menores riscos de desenvolver lesões nos rins, um dos indicadores da DRC. A nefrologista Patrícia Goldenstein, do Einstein Hospital Israelita, explica que cerca de 20% do efeito protetor da dieta planetária está ligado a mudanças metabólicas que reduzem a inflamação. Este padrão alimentar também ajuda a combater o estresse oxidativo, benefícios que se refletem na saúde renal.
No Brasil, estima-se que entre 7% e 10% dos adultos apresentam algum grau de comprometimento renal, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia. Muitas dessas pessoas desconhecem seu quadro, pois a condição avança silenciosamente. Fatores como diabetes, hipertensão e obesidade, que implicam risco para lesão renal, estão cada vez mais comuns, aumentando a relevância de estilos de vida saudáveis e dietas equilibradas para prevenir a doença.
A Dieta Planetária e a Sustentabilidade
A Dieta Planetária, introduzida por um relatório em 2019 de uma comissão de 37 especialistas de 16 países, recomenda priorizar o consumo de vegetais enquanto reduz os produtos de origem animal, especialmente a carne vermelha, por seu impacto ambiental. A nutricionista Bruna Aparecida Farias destaca a importância do consumo moderado de itens como frutas, legumes, verduras, grãos integrais, feijões e castanhas, e o incentivo a práticas sustentáveis de produção de alimentos.
Para chegar ao paladar brasileiro, sugere-se explorar itens nativos, especialmente frutas tropicais cheias de vitaminas e compostos antioxidantes. Farias também relembra que nossa paixão nacional, o churrasco, deve ser saboreado ocasionalmente, pois a dieta busca o equilíbrio, não a exclusão.
Implicações do Consumo Excessivo de Proteína e Sal
A redução do consumo de carne vermelha tende a diminuir a ingestão de gordura saturada e outras substâncias que, em excesso, podem causar problemas renais. O exagero de proteína, por exemplo, pode sobrecarregar os glomérulos, estruturas renais responsáveis pela filtragem, levando a uma possível perda de função ao longo dos anos.
É essencial que qualquer dieta seja individualizada, segundo a nefrologista Patrícia Goldenstein, considerando exames do paciente e monitorando níveis de potássio, fósforo e sódio. O consumo excedente de sal e açúcar pode levar a condições graves como hipertensão e resistência à insulina, prejudicando também a função renal. Em especial, muito sódio pode colaborar para a formação de cálculos renais, ao aumentar a excreção de cálcio.
Importância da Hidratação
Pouca ingestão de água é um fator de risco significativo para cálculos renais, uma vez que a baixa hidratação concentra a urina e facilita a formação de pedras. A nefrologista Goldenstein aconselha uma boa hidratação, destacando que bebidas açucaradas ou alcoólicas não contam para esse objetivo.
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