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publicado 15 de jul. de 2026 · Por J. Bo.

Brasil Lidera Cirurgias Plásticas: Juventude e Dismorfia da Selfie em Alta

Brasil lidera cirurgias plásticas; jovens buscam melhorias estéticas, influenciados por padrões digitais inalcançáveis.

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Brasil Lidera Ranking Mundial de Cirurgias Plásticas e Cresce Busca por Procedimentos Estéticos entre Jovens

De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), o Brasil é atualmente o líder mundial em cirurgias plásticas. Este fenômeno coincide com um aumento significativo na busca por procedimentos voltados para aparência estética, particularmente entre os jovens, que também buscam combater sinais precoces de envelhecimento.

Cultura da Aparência entre a Geração Z

Uma pesquisa conduzida pela Opinion Box revela que 62% dos jovens da geração Z que passaram por intervenções estéticas visam amenizar sinais do envelhecimento. No entanto, 52% dos entrevistados que realizaram alterações físicas de longa duração expressaram arrependimento. Para muitos jovens, a busca pela perfeição estética está relacionada à insatisfação corporal alimentada por redes sociais e o uso intensivo de filtros digitais.

Fenômeno da "Dismorfia da Selfie"

Esse fenômeno, conhecido como "dismorfia da selfie", ocorre quando a percepção da aparência passa a ser influenciada por padrões digitais. Ludmilla Furtado, coordenadora do curso de Psicologia da Uniabeu, aponta que este problema não é causado pela selfie em si, mas pela transformação de imagens editadas em ideais de beleza inalcançáveis.

"O jovem deixa de buscar quem é para tentar se tornar uma versão que nem existe", explica Ludmilla.

Impactos Psicológicos e Arrependimento

Quase 70% dos jovens relacionam sua felicidade à aparência, o que pode intensificar a instabilidade emocional e a predisposição a quadros de ansiedade e depressão. O arrependimento após mudanças duradouras na aparência destaca uma discrepância entre o que o procedimento estético prometia e o verdadeiro motivo do sofrimento.

"Esse arrependimento revela uma ilusão: acreditar que um procedimento estético resolve um sofrimento emocional. Quando a causa da insatisfação é psíquica, mudar o rosto não altera a forma como a pessoa se vê", afirma Ludmilla.

A Relação entre Juventude, Aparência e Políticas Públicas

A pressão para manter a juventude através de tratamentos antienvelhecimento também reflete uma cultura que valoriza a juventude ao mesmo tempo que estigmatiza o envelhecimento. Nas redes sociais, a aparência frequentemente se torna um critério de aceitação social.

A psicoterapia se destaca como tratamento eficaz para aqueles que sofrem devido a questões de imagem, mas Ludmilla acentua a necessidade de abordagem social mais ampla para o problema.

"Defender a saúde mental significa também ampliar o acesso ao cuidado psicológico no SUS e promover uma educação crítica sobre o corpo e a internet.", conclui Ludmilla.

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