publicado 14 de ago. de 2026 · Por J. Bo.
Medicamentos Não Substituem Cirurgia Bariátrica: Especialistas Alertam para Manejo Eficaz da Obesidade
Medicamentos para emagrecimento não eliminam necessidade de cirurgia bariátrica em obesidade grave, dizem especialistas.

Cirurgia Bariátrica vs. Medicamentos: Debatendo as Estratégias de Tratamento da Obesidade
Com o aumento do uso de medicamentos para emagrecimento, como as populares "canetas", surgiu a crença de que a cirurgia bariátrica perdeu importância. No entanto, especialistas alertam que, embora representem um avanço no tratamento da obesidade, essas medicações não substituem a cirurgia nos casos indicados.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o Brasil realiza aproximadamente 80 mil cirurgias bariátricas anualmente, ficando atrás apenas dos Estados Unidos em número de procedimentos. Esse dado destaca a relevância da cirurgia no combate à obesidade, uma condição crônica e multifatorial que atinge um em cada três brasileiros, segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
Continuidade da Cirurgia Bariátrica para Obesidade Grave
O Ministério da Saúde destaca que a cirurgia bariátrica permanece como uma das estratégias principais para tratar obesidade grave. A Linha de Cuidado da Obesidade no Adulto recomenda a cirurgia após o insucesso do tratamento clínico e sob critérios rígidos, com acompanhamento multiprofissional pré e pós-operatório.
Critérios de Indicação para Cirurgia Bariátrica
O médico André Augusto Pinto, especialista em cirurgia geral e do aparelho digestivo, explica que há erros de compreensão ao considerar que novos medicamentos substituíram a cirurgia. Ele esclarece as indicações específicas para o procedimento:
- IMC igual ou superior a 50 kg/m²;
- IMC entre 40 e 49,9 kg/m² após pelo menos dois anos de tratamento clínico sem êxito;
- IMC entre 35 e 39,9 kg/m² em casos de doenças associadas como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia obstrutiva do sono, com ausência de resposta ao tratamento clínico.
O Papel das Medicações e os Limites no Tratamento
Apesar do avanço dos medicamentos na revolução do tratamento da obesidade, especialistas afirmam que não eliminam a necessidade da cirurgia para casos graves. Segundo Andre Augusto Pinto, as características individuais dos pacientes devem guiar a escolha do tratamento mais adequado.
"A insistência apenas em medicação pode adiar uma intervenção mais benéfica. Após parar a medicação, o reganho de peso é possível sem mudanças de estilo de vida e acompanhamento médico.", reforça o especialista.
Importância do Acompanhamento Multiprofissional
É fundamental reconhecer a obesidade como uma doença crônica, onde tanto medicamentos quanto a cirurgia exigem monitoramento contínuo. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e acompanhamento nutricional são essenciais para manter os resultados positivos.
A Cirurgia Bariátrica como Parte de um Tratamento Integrado
O Ministério da Saúde enfatiza que a cirurgia bariátrica não é apenas um procedimento isolado, mas parte de um tratamento integrado envolvendo diversos profissionais, como nutricionistas, psicólogos e endocrinologistas, garantindo segurança e eficácia a longo prazo.
Conclusão: A cirurgia bariátrica, em combinação com medicamentos, constitui parte essencial do tratamento completo da obesidade. É um recurso eficaz, mas requer abordagem contínua e holística para promover uma qualidade de vida melhor e sustentada.
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