publicado 23 de ago. de 2026 · Por J. Bo.
Como Proteger sua Imunidade: Enfrentando a Variação Térmica em São Paulo com Saúde e Segurança
Especialista discute impactos da variação térmica no organismo e dicas para manter a imunidade saudável.

Especialistas Debatem a Relação entre Variação Térmica, Organismo e Imunidade
A transição de dias quentes para períodos de frio e chuva pode intensificar sintomas em indivíduos com problemas respiratórios. Em São Paulo, por exemplo, a temperatura máxima prevista para esta semana pode atingir 31°C na quinta-feira e despencar para 19°C no sábado, conforme o Climatempo. O domingo promete ser frio e chuvoso, condição que pode agravar sintomas como coriza, espirros, nariz entupido e tosse.
Pacientes com rinite, sinusite, asma ou outras enfermidades respiratórias são particularmente afetados, uma vez que o ar frio e seco tende a irritar as vias respiratórias, exacerbando sintomas conhecidos.
Igor Marinho, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica: “O organismo necessita de adaptação quando a temperatura varia drasticamente. Em pessoas já acometidas por doenças respiratórias, as vias aéreas tornam-se mais sensíveis e os sintomas aumentam em intensidade”.
O especialista ressalta, contudo, que é incorreto associar o frio diretamente à contração de gripe. Embora as baixas temperaturas propiciem condições para passar mais tempo em ambientes fechados, facilitando a transmissão viral, tanto a gripe quanto o resfriado são causados por vírus, e não pela temperatura em si.
Manutenção da Imunidade
A crença de que mudanças bruscas de temperatura, por si só, diminuem a imunidade é equivocada. Vários fatores contribuem para a defesa do organismo, incluindo sono de qualidade, alimentação, hidratação, vacinação e atividades físicas regulares.
Marinho destaca: “Não existe um método que aumente a imunidade imediatamente. O crucial é preservar hábitos saudáveis cotidianamente e manter as vacinas em dia”.
Dicas para Fortalecer a Imunidade
- Adotar uma alimentação equilibrada e variada;
- Hidratar-se adequadamente, mesmo nos dias mais frios;
- Garantir uma boa noite de sono;
- Praticar exercícios físicos regularmente, respeitando os limites pessoais;
- Manter as vacinas atualizadas;
- Ventilar bem os ambientes compartilhados;
- Evitar a exposição à fumaça de cigarro e outros irritantes respiratórios;
- Manter a casa limpa, especialmente roupas de cama e locais propensos ao acúmulo de poeira e mofo.
Indivíduos com doenças respiratórias já diagnosticadas devem seguir rigorosamente o tratamento prescrito e estar atentos a alterações no quadro clínico. Sintomas como falta de ar, dor no peito, febre alta ou piora significativa são sinais de alarme indicativos de necessidade urgente de atendimento médico.
Com práticas saudáveis, vacinas em dia e monitoramento constante de condições respiratórias, é possível mitigar os impactos das flutuações de temperatura e determinar com maior precisão quando os sintomas ultrapassam uma reação natural ao clima, requerendo avaliação médica.
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