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publicado 29 de ago. de 2026 · Por J. Bo.

Justiça e Reconstrução: Programa Recomeçar Transforma Vítimas de Violência Doméstica com Cirurgias Reparadoras e Apoio Psicológico

Maria, vítima de feminicídio, encontra renovação com cirurgia plástica e apoio do TJDFT e IDEAH.

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Histórias de Superação: Maria Enfrenta a Violência e Redescobre a Vida

Maria (nome fictício), uma sobrevivente de 48 anos, compartilha sua luta contra o feminicídio após sofrer queimaduras de 2º e 3º graus. Em 2019, Maria teve grande parte de seu corpo queimado por seu ex-companheiro. O ato de violência foi interrompido graças à intervenção de um vizinho, e Maria foi levada ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), onde passou 17 dias internada e passou por duas cirurgias.

O agressor de Maria foi condenado a 15 anos de prisão, mas as marcas físicas e emocionais permanecem. A violência deixou sequelas em seu corpo, limitando o movimento de um de seus braços e trazendo à tona memórias dolorosas.

Programa Recomeçar: Um Novo Início

Em um esforço para ajudar Maria a recomeçar sua vida, ela se tornou parte do Programa Recomeçar, uma parceria entre o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e a Fundação Instituto para o Desenvolvimento do Ensino e Ação Humanitária (IDEAH). Este programa realiza cirurgias plásticas reparadoras em vítimas de violência doméstica, incluindo mulheres, crianças e adolescentes.

O objetivo do programa é proporcionar proteção integral às vítimas, alinhando-se às disposições da Lei Maria da Penha e da Lei Henry Borel. Os beneficiários são identificados em processos judiciais e, após consentimento, são encaminhados para avaliação médica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica através da Fundação IDEAH.

Caminho para a Recuperação

Em dezembro de 2023, Maria passou por um procedimento cirúrgico com o suporte de cinco cirurgiões voluntários, membros do programa. A cirurgia reparadora não só ajudou a melhorar sua condição física, mas também restaurou sua autoestima, simbolizando um novo começo.

Maria compartilha sua gratidão dizendo: "Eu sei que enfrentar isso não é fácil, mas agradeço ao Tribunal de Justiça por possibilitar minha cirurgia reparadora."

"A violência que sofri não define minha história e espero que inspire outras mulheres a lutarem contra o feminicídio no Brasil. Não percam a esperança, a vida continua."

Ataques Silenciosos: Compreendendo o Ciclo da Violência Doméstica

A violência doméstica às vezes começa sutilmente, com controle excessivo e ciúmes, e pode se intensificar para agressões físicas graves. Esse ciclo de violência se repete em três fases: aumento da tensão, agressão e uma falsa calmaria conhecida como "lua de mel".

  • Crescimento da tensão
  • Cometimento de agressão
  • Aparentes arrependimentos e promessas de mudança

Estatísticas Preocupantes

De acordo com a 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, a maioria das mulheres descreve as agressões como recorrentes, muitas vezes durando mais de um ano. Em 2025, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública reportou 1.571 mortes femininas atribuídas a feminicídio e 4.189 tentativas.

Ano Feminicídios Tentativas
2025 1.571 4.189

Interrompendo o Ciclo

Reconhecer sinais precoces pode prevenir uma escalada de violência que ocorre predominantemente no espaço doméstico. Controlar situações e denunciar agressões são passos cruciais para proteger vidas e contar uma nova história de resiliência.

Apoio da CMVDDF

A Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Distrito Federal (CMVDDF) é uma unidade especializada do TJDFT que fornece suporte às mulheres em situação de violência, garantindo uma abordagem humanizada e eficiente em casos de violência de gênero. Campanhas educativas e a articulação de redes de proteção são algumas das suas estratégias operacionais.

Ouvidoria para Elas

A Ouvidoria para Elas oferece um canal seguro para acolhimento e orientação de mulheres em situação de violência, coordenado pelo Núcleo de Atendimento à Mulher. Este serviço assegura escuta qualificada com atenção às especificidades de gênero.

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