publicado 9 de ago. de 2026 · Por J. Bo.
Dia Nacional do Colesterol: Prevenção, Exame Precoce e Estilo de Vida Saudável para um Coração Forte
Prevenção cardiovascular envolve exames precoces, estilo de vida saudável e tratamento médico adequado, conforme especialistas.

Exame Precoce e Estilo de Vida Saudável: Armas Contra o Colesterol Alto
No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado em 8 de setembro, o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, destacou a importância da prevenção como melhor estratégia para evitar complicações cardiovasculares.
Segundo estudo publicado em setembro de 2025, recomendado por Alves, todas as pessoas devem dosar o colesterol aos 10 anos. “O conselho é realizar exames preventivos de colesterol e glicose”, afirmou o cardiologista.
Além dos exames, hábitos saudáveis são cruciais para evitar que outros fatores de risco se somem ao colesterol elevado, aumentando as chances de infarto. Em casos de colesterol elevado, é essencial buscar acompanhamento médico e seguir o tratamento.
“Não vá atrás de médicos que falam na internet para não tomar remédios contra colesterol, porque isso é uma falácia”, alertou Alves, enfatizando os riscos da interrupção do tratamento.
Dieta Carnívora: Um Alerta
A Sociedade Brasileira de Cardiologia adverte que o colesterol alto está ligado a hábitos que comprometem a saúde cardiometabólica. A dieta carnívora, baseada exclusivamente em carne, não é indicada para controlar o colesterol. “Isso é uma invenção”, declarou Alves.
Um regime alimentar equilibrado é necessário, incluindo proteínas, carboidratos e gorduras em proporções adequadas. O consumo excessivo de carne vermelha aumenta os níveis de LDL (colesterol ruim) e ácido úrico, além de favorecer a formação de placas de gordura nas artérias.
Adotar Estilo de Vida Saudável
Para reduzir o colesterol, investir em alimentação saudável e prática regular de atividades físicas é essencial. Deve-se evitar gordura saturada (presente em carne vermelha, chocolates, frios e embutidos) e trans (encontrada em ultraprocessados como salgadinhos e biscoitos recheados).
“A pior gordura é a trans”, assinalou Alves.
Mudanças alimentares podem reduzir o colesterol entre 5% e 10%, já que 70% é endógeno. Níveis superiores a 300 mg/dL geralmente têm causa genética, exigindo tratamento medicamentoso além das mudanças de estilo de vida. A prática de exercícios físicos - entre 150 e 300 minutos semanais - também é vital.
A qualidade do sono e o controle do estresse influenciam o metabolismo, potencialmente afetando o nível de colesterol e pressão arterial.
O Papel das Estatinas
Nos casos de hipercolesterolemia genética, o tratamento com estatinas é crucial e não deve ser interrompido. Caso as estatinas não atinjam a meta de colesterol, outros medicamentos podem ser considerados. Informações errôneas sobre riscos das estatinas preocupam, pois evidências científicas solidificam sua eficácia há mais de três décadas.
“Evidências robustas mostram redução de infarto, AVC e morte por doença cardiovascular”, destacou Alves, rebatendo desinformações disseminadas, inclusive por profissionais de saúde.
Entendendo a Hipercolesterolemia Familiar
A hipercolesterolemia familiar, uma condição genética, eleva drasticamente o colesterol frequentemente desde a infância. Crianças podem já sofrer infartos devido à doença. Diagnóstico e tratamento precoce maximizam a sobrevida.
A Relatividade da Obesidade
Relacionada principalmente à síndrome metabólica, a obesidade auxilia no desenvolvimento de diabetes, hipertensão e aumento da gordura abdominal. Embora não faça parte inicial da hipercolesterolemia familiar, fatores de estilo de vida podem levar à obesidade posteriormente.
Identificação dos Fatores de Risco
Conforme a Organização Mundial da Saúde, infarto e AVC mantêm-se como as principais causas de óbito global. Colesterol elevado, diabetes, tabagismo e hipertensão são os fatores de risco predominantes. A obesidade também cresce em importância devido ao seu aumento na população.
“Eu diria que ela já é o quinto fator de risco”, comentou Alves, elencando ainda doenças inflamatórias crônicas que, embora menos comuns, podem impactar o risco cardiovascular.
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