publicado 1 de set. de 2026 · Por J. Bo.
Setembro Amarelo: Alerta para o Impacto do Transtorno Dismórfico Corporal nas Cirurgias Plásticas - Saiba Reconhecer os Sinais
É essencial identificar transtorno dismórfico antes de procedimentos estéticos para proteger a saúde mental.

Setembro Amarelo: Alerta para Transtorno Dismórfico Corporal em Procuras Estéticas
Com o início do Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre saúde mental, os especialistas se voltam para um fenômeno crescente: o aumento da busca por procedimentos estéticos e cirurgias plásticas. Uma publicação na Journal of Cosmetic Dermatology estimou que cerca de 24% dos pacientes recorrendo a essas intervenções podem sofrer de transtorno dismórfico corporal (TDC), um distúrbio caracterizado por uma preocupação desproporcional com a aparência pessoal.
A cirurgiã plástica Carine Barreto ressalta a importância de identificar sinais de TDC antes de recomendar qualquer procedimento estético. Segundo ela, distinguir a vontade de mudar aspectos da aparência da crença de que a cirurgia resolverá todos os problemas é fundamental para a proteção da saúde mental do paciente.
Comportamentos de Alerta:
- Insatisfação desproporcional com características mínimas.
- Busca persistente por múltiplos procedimentos.
- Expectativas irreais de transformação completa.
- Frustração contínua após procedimentos.
“Se o paciente acredita que uma cirurgia finalmente o fará sentir-se bonito, aceitar seu corpo ou parar de se comparar com outros, é preciso cautela. Cirurgias podem alterar a aparência, mas não substituem o tratamento de condições de saúde mental,” afirma Carine Barreto.
Complementando essa visão, o cirurgião plástico Alexandre Kataoka alerta que a dismorfia corporal é um transtorno mental, com foco obsessivo em defeitos percebidos na própria aparência. A busca incessante por um "corpo perfeito" pode levar à realização de inúmeros procedimentos estéticos e à prática excessiva de exercícios.
De acordo com a psicóloga Fabiane Gonçalves, especialista em saúde mental, o TDC possui origens genéticas e neuroquímicas, embora também possa ser influenciado pelo ambiente familiar e fatores psicológicos e sociais. Os sintomas incluem baixa autoestima, preocupação exagerada com defeitos – muitas vezes imaginários –, hábito de se observar constantemente no espelho, autocrítica excessiva e isolamento, devido à sensação de não se encaixar nos 'padrões'.
A conscientização sobre o transtorno dismórfico corporal durante o Setembro Amarelo destaca a importância de tratamento adequado e suporte psicológico além das mudanças estéticas, incentivando uma abordagem integrada entre saúde mental e bem-estar físico.
Fonte: CNN Brasil Saúde
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