publicado 12 de set. de 2026 · Por J. Bo.
Setembro Verde: Prevenção do Câncer Colorretal com Hábitos de Vida Saudáveis Ganha Destaque
Estilo de vida inadequado aumenta risco de câncer colorretal, alertam especialistas no Setembro Verde.

Alerta no Setembro Verde: Prevenção é Fundamental Contra o Câncer Colorretal
A incidência do câncer colorretal, o terceiro tipo de câncer mais frequente no Brasil, é fortemente relacionada aos hábitos de vida. Fatores como obesidade, sedentarismo, dieta rica em ultraprocessados, consumo excessivo de bebidas alcóolicas e tabagismo aumentam significativamente o risco da doença, que afeta principalmente o intestino grosso e o reto.
Estimativas Preocupantes
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer colorretal deve afetar 53.810 brasileiros em 2026. Na Bahia, as previsões para este ano indicam 2.170 novos casos, sendo 590 apenas em Salvador.
Além dos hábitos de vida, o oncologista Eduardo Moraes, do Oncoclínicas, destaca que histórico familiar, inflamações intestinais crônicas e a presença de pólipos também são fatores de risco relevantes para essa doença.
Campanhas de Conscientização
Durante o Setembro Verde, iniciativas de conscientização vêm reforçar a importância de adotar um estilo de vida saudável. O oncologista Bruno Protásio, também do Oncoclínicas, ressalta que esses hábitos modificáveis têm um impacto considerável na prevenção do câncer colorretal.
A obesidade, por exemplo, é associada a 13 tipos de câncer, entre eles o de esôfago, tireoide, fígado, estômago, pâncreas e mama (pós-menopausa).
A Importância da Colonoscopia
O câncer colorretal abrange tumores no cólon e reto, com 90% dos casos originando-se de pólipos, que são lesões benignas na parede interna do intestino. A colonoscopia é o método mais eficaz para diagnóstico e tratamento precoce, permitindo a detecção e remoção de pólipos ou tumores em diversos estágios.
Segundo a oncologista Maria Cecília Mathias, também do Oncoclínicas, "o exame deve ser realizado pela primeira vez dos 45 aos 50 anos e repetido a cada cinco ou dez anos, conforme a indicação médica". Essa orientação é para indivíduos assintomáticos e sem fatores de risco adicionais.
Detecção e Diagnóstico
Mais de 60% dos casos de câncer colorretal são identificados em estágios avançados, com metástases já presentes. A oncologista Mônica Kalile explica que "o câncer de intestino costuma evoluir silenciosamente, com sintomas evidentes apenas em fases mais avançadas", o que sublinha a importância do diagnóstico precoce.
Sintomas como alterações no hábito intestinal, anemia, presença de sangue nas fezes, fraqueza, perda de peso sem causa aparente, e dores abdominais devem ser investigados prontamente. No entanto, apresentar esses sintomas não significa necessariamente um diagnóstico de câncer, mas requer atenção médica imediata.
O diagnóstico precoce é crucial, podendo levar a mais de 90% de chance de cura em casos de tratamento adequado, reforçando o impacto de hábitos saudáveis e exames regulares no combate ao câncer colorretal.
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