publicado 20 de set. de 2026 · Por J. Bo.
Comida Processada x Ultrapressada: Saiba a Diferença, Impactos e Como Escolher Melhor!
Comida processada e ultraprocessada diferem; ultraprocessados são prejudiciais, alerta especialista da USP.

Comida Processada x Comida Industrializada: Entenda as Diferenças
Discutir sobre alimentação saudável geralmente levanta uma dúvida contemporânea: comida processada é a mesma coisa que comida industrializada? Desde que a Classificação Nova agrupou os alimentos em quatro categorias, o termo ultraprocessado ganhou popularidade, indicando um risco a ser evitado. Isso gerou a percepção errônea de que todos os produtos industrializados seriam prejudiciais, algo que não é inteiramente verdadeiro.
A nutricionista Nadine Marques, doutora em Saúde Pública e pesquisadora da Cátedra Josué de Castro da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, explica a distinção. Segundo ela, um alimento ultraprocessado difere de um industrializado. Existem alimentos in natura, minimamente processados, ingredientes culinários, processados e ultraprocessados, conforme a Classificação Nova, que considera o grau e o propósito do processamento industrial.
Tomemos o grão de arroz como exemplo. Ao ser limpo, seco e descascado, ele passa por um processamento mínimo. Já a produção do queijo, que envolve fermento lácteo, enzimas e sal, utiliza técnicas de processamento que conferem textura, sabor e durabilidade ao leite. Esta é uma forma de industrialização que pode tornar os alimentos mais seguros e acessíveis, sem descaracterizá-los.
Por outro lado, os ultraprocessados envolvem fragmentação de alimentos e o uso de aditivos cosméticos para alterar cor, sabor e textura, descaracterizando o alimento original. Estes produtos oferecem lucro elevado à indústria e durabilidade, mas não são reproduzíveis em cozinhas comuns.
A Falsa Ideia dos "Ultraprocessados do Bem"
Há uma ideia enganosa de que existem "ultraprocessados do bem". No entanto, como Nadine observa, essa classificação inclui produtos feitos da fragmentação de alimentos e repletos de aditivos para melhorar sua aparência e duração, sem aguardar naturalmente por processos como a fermentação.
A atração por produtos de composição nutricional aparentemente positiva não deve desviar a atenção dos impactos negativos, tais como obesidade, doenças cardíacas, diabetes e até doenças mentais, como depressão e ansiedade, associados ao consumo de ultraprocessados.
Dicas para Identificar Alimentos Ultraprocessados
Para identificar um alimento ultraprocessado, a dica é dar atenção à lista de ingredientes. Se for extensa e começar com partes de alimentos ou ingredientes como amido, óleo e açúcar, seguida de substâncias difíceis de pronunciar, como aromatizantes, realçadores de sabor e corantes, é provável que se trate de um ultraprocessado.
Seguir essa orientação respeita a regra de ouro do Guia Alimentar: evite o consumo desses alimentos para uma dieta mais saudável.
Este conteúdo adapta informações originalmente publicadas pelo Jornal da USP em setembro de 2026 e está disponível para republicação com citação adequada à fonte.
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